A beleza do épico

agosto 13, 2010


Pois é, caros, depois de vários textos que tratam sobre música, volto a falar sobre a sétima arte. Aproveitei meu período de férias para assistir à fantástica trilogia d’O Senhor dos Anéis ( realizada enquanto cinema por Peter Jackson, por sua vez baseada na obra literária de  J.R.R. Tolkien) , e, com isto, pude perceber algumas coisas interessantes relativas ao seu gênero, principalmente em relação ao último filme, O Retorno do Rei. Não irei me delongar neste texto sobre aspectos da atuação, do roteiro ou da direção, mas sim sobre o gênero que este filme em especial representa muito bem, o gênero de filmes épicos.

Toda nação, enquanto entidade cultural, possui mitos de sua formação, que passam por guerras, aventuras e grandes histórias, que tentam remontar um passado glorioso, que sirva, ou de justificativa para a grandeza de uma nação, ou de alento para o crescimento futuro de um povo. Assim, o senso de sacrifício, de doação à uma causa maior, está sempre presente nessas histórias, e é isto que os filmes épicos trazem.

Confesso ser especialmente sensível a multidões, arqueiros, lanceiros e batalhas sem esperança de vitória. Desde quando assistia Coração Valente, que narra a história do herói e mártir escocês William Wallace, interpretado por Mel Gibson, me sentia muito compelido a compartilhar daqueles nobres sentimentos altruístas.

Com O Retorno do Rei, o sentimento toca o sublime, as batalhas são aterradoras, desconcertantes, difícil de segurar as lágrimas, de tão intensa que é a experiência. O filme como um todo é uma obra-prima, traz aquilo de mais magnífico que o cinema pode proporcionar. Não sei se é algo masculino essa queda por épicos, mas posso dizer, é realmente fantástico adentrar nesse mundo grandioso e cheio de fantasia, pois ajuda a esquecer o cotidiano por muitas vezes enfadonho e massacrante.