Exagero e gosto musical

abril 26, 2010

Pois é caros, acredito que finalmente terei uma periodicidade nas postagens, irei me policiar para pelo menos uma coisa nova por semana. Cá estou novamente para conversar um pouco sobre música. Ao visitar o site Whiplash, o site em português mais completo sobre rock e heavy metal, vi uma lista sobre os “20 pais do heavy metal” ( http://whiplash.net/materias/melhores/067765-blacksabbath.html ).  A lista foi criada pelo canal canadense de TV MuchMoreMusic. O critério para a escolha foi de grupos que se tornaram referências no gênero.

Ok, até aí tudo bem, com o Black Sabbath, Led Zepellin, Iron Maiden, Judas Priest, AC/DC e o Kiss na lista, não há problemas, são grupos amplamente reconhecidos e que possuem uma influência muito grande na história do estilo musical em questão. Contudo, impliquei com a presença do System Of A Down no vigésimo lugar. Não questiono o seu valor musical, mas é, no mínimo, irresponsável tratar o System Of A Down como uma banda referência do estilo, por razões óbvias.

O SOAD é muito recente para ser considerado lendário. Talvez seja futuramente, mas é de um exagero atroz afirmar isto agora. Costumo definir a arte como um conjunto de fatores que a legitimam enquanto tal, que são: O fato de ser uma produção humana com intenção estética; o seu próprio valor estético e de inovação; permanência. Assim, é impossível que o System Of A Down seja já um clássico. O Iron Maiden não surgiu como clássico, se tornou pela sua permanência, pela sua capacidade de atravessar gerações.  Muito provavelmente uma questão pessoal influenciou bastante nesta lista, por um gosto individual, ou ainda uma questão de buscar agradar a um público que aprecia muito o grupo, porém, ter coerência não é desmerecimento. Cuidado com os críticos.


Menos é mais na música?

abril 13, 2010

Cá estou eu novamente, depois de um período longo sem postar nada no blog. Posso dizer que ocorreu uma revolução no meu gosto musical. Assumidamente sou um oitentista inveterado, muito pela influência familiar e pelo fato de ser guitarrista, já que esta década foi o período em que a guitarra como instrumento solista obteve mais destaque e o nível técnico no instrumento foi levado ao máximo com a ascensão de heróis da guitarra como Joe Satriani, Steve Vai e Yngwie Malmsteen. Por muito tempo só ouvi, executei, músicas desse período, mais especificamente as músicas do hard rock farofado e do heavy metal oitentista (Van Halen, Iron Maiden, Whitesnake, Ozzy Osbourne), mas uma espécie de cansaço musical me acometeu, afinal desde 2004 ouvia sem parar coisas bem similares.

Por algum motivo indeterminado, não queria nem encostar em nada dos anos 70, detestava desde o timbre da guitarra, bem mais leve do que eu costumava ouvir, até o som da bateria, que mais me parecia tocada em baldes de plástico. Faltava peso, vigor e agressividade, adjetivos fundamentais para mim por muito tempo. Pois é, puro preconceito, pois faz um tempo já que o AC/DC com o Bon Scott e o Kiss até o álbum Love Gun não saem do meu mp3 player. Além da parte do gosto, há outro porém na minha vida como guitarrista. Por vezes simplificar é mais útil do que encher a obra de floreios. Não se trata de uma condenação à técnica artística e uma ode ao tosco, mas de que para atingir sua consumação plena como obra nem sempre solos com dez minutos de duração enriquecem uma canção.

“Let there be rock!”