Off the Wall – Ascensão do astro

julho 29, 2009

off-the-wall

Aguardei um pouco para que todo o furor midiático sobre Michael Jackson amainasse para que pudesse escrever algo mais sóbrio. Com a notícia da morte do cantor, um bombardeamento massivo exagerado ocorreu, além da já debatida à exaustão  “santificação pós-morte” e do esmiuçamento cruel da vida pessoal do músico, porém, consegui extrair algo de bom ao entrar em contato com o videoclipe da música Rock with You. O estilo da música me atraiu muito pela sua pegada soul, de muito bom gosto e arranjo inspirado. Daí fui buscar o disco de onde está incluída esta música. Encontrei o Off The Wall, lançado em 1979, disco imediatamente anterior ao mega-sucesso Thriller – o último, considerado o disco mais vendido de todos, com estimativas de 106 milhões de cópias vendidas-. O Off The Wall é o primeiro álbum da fase adulta de Michael e a sua estréia como compositor. O disco o levou para o estrelato com suas 11 milhões de cópias vendidas, além de ter alcançado o topo das paradas norte-americanas com duas músicas: Don’t Stop ‘til You Get Enough e Rock With You – fato inédito então para um artista negro-.

Musicalmente, a mescla do funk, disco music, soul e soft rock traz uma sonoridade ímpar e espetacular nas canções. A faixa-título possui um refrão belíssimo, de extremo bom gosto. Don’t Stop ‘til You Get Enough, faixa de abertura, tem um groove muito dançante, e é bem conhecida pelo público brasileiro, pois seu solo de teclado é o tema de abertura do programa Video Show da Rede Globo. Destaco também Get on the Floor – funk na sua melhor forma- e Burn This Disco Out, que é bem divertida. O disco ainda conta com composições de Stevie Wonder – I Can’t Help It – e Paul McCartney –Girlfriend -. Muito da imagem do astro pop foi cunhada nesta fase, e este disco, para mim o seu auge musical por ter mais afeição pelo funk e pelo soul do que pelo pop, preparou o caminho para o sucesso mundial sem precedentes que se deu com o lançamento do disco Thriller, além de ter conseguido dissociar a imagem de cantor infantil e ter ultrapassado já citadas barreiras musicais e sociais. Ouça este disco “and just enjoy yourself”!


O lento definhar tricolor

julho 14, 2009

Triste de mim que presencio os últimos dias do outrora glorioso Esporte Clube Bahia. Assumo que escolhi este clube pelas sombras do passado de conquistas, pelos rumores de glória e valor, apesar da derrocada vista desde 1997, ano em que o Bahia caiu pela primeira vez para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.  Lembro que, aos 7 anos de idade, chorei naquele empate sem gols com o Juventude na Fonte Nova e não compreendi o porquê da queda apesar de tantos ídolos que aquela equipe possuía, ao menos na minha imaginação pueril. Escolhi o clube por tudo aquilo que ele representava. A Fonte Nova, a torcida de cunho amplamente popular, os títulos anteriormente sempre constantes, o belo escudo com as cores do estado da Bahia. Que triste é não ter esperanças diante de um campeonato tão fraco como a série B. Que triste é não ganhar nenhum título desde 2002. Que triste é ser goleado pelo América de Natal por 4 x 1 enquanto seu rival, competente e modernizado, goleia impiedosamente o bicampeão mundial Santos por 6 x 2. De fato o que vemos é um arremedo do que já encheu de orgulho o estado da Bahia e a região Nordeste, conquistando o Brasil duas vezes, uma contra o Santos de Pelé em 1959 e outra contra o Internacional de Taffarel em 1988. Discorrer sobre a má-gestão e o descompromisso com um bem cultural da Bahia é lugar-comum, atenho-me apenas a demonstrar meu desalento ao ver este impostor de três cores jogar, pois este não é o Bahia, Campeão dos Campeões de que tanto ouvi falar e ainda pude ouvir ecos nos primórdios da minha vida. Renasça Bahia e tome seu posto novamente e expulse este pseudo-Bahia, com pseudo-jogadores e pseudo-dirigentes que ainda ousam tentar alterar seu símbolo maior!

bahia decadenteEsta sim é uma boa representação deste falso Bahia. Deturpar toscamente o que já foi belo antes…


Back in the Village (2)

julho 11, 2009

Ok, me ausentei por um longo tempo novamente. Mais uma vez os estudos me fizeram deixar o blog em segundo plano ( o blog e o resto da vida),  mas tudo bem, sobrevivi ao primeiro semestre e agora oficialmente não sou mais calouro (pelo menos um semi-calouro). Se antes havia temor ou espanto diante da vida acadêmica, ao menos já aceitei o modo com o qual ela se configura. Normal se assustar diante do desconhecido, fazendo uma analogia com o Iron, seria o “medo do escuro”. De lições posso destacar que:

Não adianta brigar com professor, ele é servidor público, não vai sair de lá nunca (ainda bem que não briguei, nem com professor nem com ninguém)

Verborragia é uma boa arma nos seus textos (vomite palavras sem parar)

Se vire (auto-explicativa essa)

Ps.:Obviamente é só um post para dizer que postei algo, breve prepararei algo mais interessante (quero postar algo sobre Apocalypse Now, mas não dou certeza!)

Salute!