INFÂMIA!!!

abril 16, 2009

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Que diabéisso?!?!?!?!?!?!?!?

Ps.: Até Drew Barrymore tem a camisa do Somewhere in Time, menos eu! (Não acho em Salvador nem na internet de jeito nenhum!)

Pps.: Aos possíveis fãs raivosos das moças, é apenas uma brincadeira, mas…

Salvem o Maiden do modismo! \,,/. !


Clássicos – Blood Sugar Sex Magik (1991)

abril 15, 2009

Após alguns posts obscuros e introspectivos, inicio uma sequência de análises, apesar de soarem muito mais como homenagens, sobre cinco álbuns clássicos para mim, que foram determinantes para minha formação como ouvinte, ao servir como escapismo puro ou uma reflexão pessoal, e músico, no avanço técnico e na própria formação de uma carga de influências e percepção artística.

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Em 1991, o Red Hot Chili Peppers lançou o álbum Blood Sugar Sex Magik, um dos seus mais célebres discos, e o que demonstra, para mim, o ápice na criatividade, swing e pegada rocker do mescla funk/rock do grupo. O trabalho é o segundo com a formação Kieds-Frusciante-Flea-Smith (precedido pelo Mother’s Milk), e apresenta uma ótima coesão entre os integrantes na execução e na composição, tanto que produziram vários clássicos em uma só compilação, como Under the Bridge (balada eterna da banda); Suck my Kiss (atitude rocker hedonista visceral); Give it Away (clássico, swing funkeado puro); a sexy faixa título Blood Sugar Sex Magik e Breaking the Girl (outra ótima balada), além de outras fantásticas composições menos citadas como If You Have to Ask, The Power of Equality, Mellowship in B Major e Sir Psycho Sexy, para ficar com quatro apenas, todas antológicas e perfeitas ao exemplificar a idéia geral do álbum, música descompromissada, agradável, dançante e de alta qualidade.

Frusciante, no processo de gravação foi muito feliz ao registrar belíssimos timbres de Stratocaster, além das bases seguras e solos coerentes. Flea, como habitual, fez uso da sua grande capacidade musical como baixista em grooves em slap e em condução e como trumpetista, seu primeiro instrumento (atentem-se ao solo de trumpete em Apache Rose Peacock). Anthony Kieds está em boa forma e Chad Smith segura muito bem a sensacional cozinha das pimentas vermelhas,quentes e ardidas. A gravação como um todo está bem crua, o que particulamente me agrada bastante, o que dá a sensação de gravação ao vivo. Essencial para quem quer conhecer e apreciar funk/rock.

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Acefalia generalizada.

abril 12, 2009

Pobres diabos... torça para seu time e consuma nossos produtos!

De que forma se pode dedicar uma parcela da vida para algo totalmente ilógico e alheio? Para quê instigar animosidade e segregar os que possuem preferência distinta, que por convenção são “rivais”? Todas estas tristes características são inerentes à prática do futebol e essencialmente integrantes aos adeptos deste esporte. Esporte pelo menos a priori, já que, efetivamente, transfigura-se em mais uma indústria da adoração do capital, desprovida de valor simbólico real, emanado, e sim criado e incutido.

Inúmeras questões são explicitadas, julgadas e mimetizadas neste vício entranhado na alma brasileira, ao ponto de representar, na sua adoção no cotidiano, algo inerente ao espírito nacional – conceito que nego acima dessa questão -, e qualquer desvio desse padrão, é visto com estranheza e desdém, um aspecto cultural sem motivo, inculcado por instituições dominantes descompromissadas com o florescimento da população. Como toda forma de expressão social, evidencia quadros em menor escala de toda uma podridão moral, que está amalgamada à resultante social errônea causada por práticas autodestrutivas, de acumulação, que norteiam esta triste organização falida, a qual nomeamos sociedade.

Não se deve culpar uma simples prática esportiva, um mero entretenimento – apesar de ser um entretenimento de péssima qualidade, pois na melhor das hipóteses só há um terço de chance de sair contente -, nem os pobres apaixonados, desprovidos de razão, que se esvaem neste torpor acéfalo e lobotomizante. Porém os agentes de tal absurdo (de capitalizar um esporte), fomentadores de ódio, alienação e dor, devem ser extirpados como um cisto canceroso, pois estes sim, são dignos de asco, pois parasitam a população e impõem falsas doutrinas nos que são cooptados pelo lucrativo e imundo negócio do futebol, premiador da miséria, aceitação irracional. Circus.

O entretenimento saudável e a liberação controlada dos nossos instintos de competição e ferocidade são aconselháveis, porém “fundamentalizar” uma distração é altamente nocivo e potencialmente inútil, aqueles que buscam justamente este tipo de postura belicosa são ainda mais prejudiciais. Tragam de volta o sentido original e lúdico e estará finda toda esta lógica cruel hoje instalada.

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Divagação interna.

abril 4, 2009

 

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 Provavelmente não fui feito para o convívio humano. Pelo menos não esse convívio moderno das grandes cidades, cheio de choques forçados, metafóricos ou não, e a paradoxal sensação de desamparo em oposição à grande massa. A falta de individualidade é algo que me deixa altamente desconexo com o grande fluxo. Não pretendo me pintar como algo alheio, uma figura observadora e com maior discernimento, mas a imagem do observador da vida em oposição aos que vivem de fato é recorrente. A própria existência de um grupamento, como a cidade, já confronta minha idéia pessoal de individualidade, pois grupo ou organização alguma poderá expressar os meus anseios plenamente, se é que eu mesmo sou capaz de poder expressar minhas próprias aspirações, regozijos e descontentamentos nos limitados meios de externar que foram convencionados e na própria batalha interna anti-dogmática e flutuante entre tendências sobre o que poderei julgar como lógico, ou mesmo a não-lógica geral, que seja.

 Imediatismo? Ainda assim morrerei. Independe agir de forma hedonista ou estóica. Não compreendo a grande vantagem na vida, a vantagem do senso-comum de que “o importante é ser feliz”, a não ser na perspectiva biológica – reprodução -, pois até no campo intrapessoal tenho conflitos, na relação interpessoal de qualquer nível o caos é mais evidente. Pausa. Agora poderei ser totalitário, por uma falsa premissa de intolerância da miríade de óticas. Compreendo, mas não aceito. Tentativa falha impositiva de resolução destas incongruências. Já é tarefa árdua demasiadamente buscar algum norte interno, tecnicamente impossível tentar o mesmo com outrem. Se há argumento na defesa da naturalidade desta não-possibilidade do intento, há conformismo e fatalismo também. A grande questão é visualizar apenas a ótica biológica, e avançando mais, compreender qualquer forma de negação do meramente racional como um estratagema genético. Maldito romantismo. Malditos genes.

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