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março 30, 2009

Sim, o título explica. Agora sou um Romário dos blogs, ou um Jimi Hendrix, ou Neil Armstrong. Emocionante.


Maiden! Maiden! Maiden!

março 18, 2009

iron-maiden-eddie

Dedico este post à minha banda preferida, o Iron Maiden. Não será mais um dos milhões de históricos disponíveis numa pesquisa do  Google, mas sim da minha relação pessoal com a expressão sonora do grupo.

[Flashback]

2004, Eduardo Santos Mafra, guri com cabelo para frente, 14 anos, que acaba de ser presenteado com sua guitarra – posteriormente batizada de Like a Pombo -. Ouve incessantemente Red Hot Chili Peppers enfurnado no seu quarto, onde esporadicamente produz alguns poeminhas romanescos piegas e, um dia antes da prova, se prepara para os exames insuportáveis da oitava série ( what porra is equação do segundo grau?). Seu vício musical pop/rock irrita profundamente as pessoas que convivem mais diretamente com ele, Seu tio Jacimário e Juca, headbangers de plantão, pois trabalham juntos na M.Laghus (www.mlaghus.com [ COMPREM CONTRABAIXOS!!!]). “Red Hot Chili Peppers, Charlie Brown Jr. e Raimundos são infâmias musicais para gostos musicais tão ortodoxos! Por isso, vamos apresentar Iron a ele, pois caso fique viciado novamente não será tão maléfico assim.” Nisso apresentam o álbum Somewhere in Time, lançado em 1986 com uma proposta futurista, influenciada pelo  ícone pop cinematográfico Blade Runner. O estranhamento inicial é notório. Mas pensamentos como “Pra quê tanto solo e distorção?” e  “Oxe, música de mais de oito minutos?”, foram progressivamente sendo substituídos por “Zorra, Wasted Years esbagaça!”,  “CAUGHT SOMEWHERE IN TIIIIIIIIIIIMEEE!!! (voz no falsete)” e “Massa, vou usar Alexander the Great num trabalho de História!”. Além disso, há a questão musical técnica, o Iron me fez alcançar outro patamar como instrumentista, antes limitado a algumas técnicas funkeadas/pop, que também são úteis, mas sem horizontes em relação às possibilidades da guitarra. Depois da fantástica descoberta (para não cair no clichê), o álbum Fear of the Dark, o segundo a ser escutado por mim – ou ele, Eduardo aos 14, um tanto diferente mas o mesmo – foi apenas a consolidação do gosto por uma banda grandiosa, épica, teatral que foi essencial para aquela fasezinha chata mutante humana dos 14 aos 15.

 

Up the Irons!

 

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